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Medicamento inovador atua no sistema nervoso periférico, oferecendo alívio eficaz sem os riscos de dependência associados aos opioides, e representa um avanço no tratamento da dor aguda

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A suzetrigina 50 mg (Journavx, desenvolvida pela Vertex Pharmaceuticals) recebeu recentemente a aprovação da Food and Drug Administration (FDA), agência regulatória dos Estados Unidos, como um analgésico não opioide de nova classe para o tratamento de dores agudas moderadas a graves em adultos. Este medicamento representa uma inovação no campo da dor, atuando de forma seletiva no sistema nervoso periférico.

O mecanismo de ação da suzetrigina baseia-se na inibição da via de sinalização NaV1.8, um alvo validado para o controle da dor periférica. Diferente dos opioides, que atuam no sistema nervoso central, a suzetrigina bloqueia os sinais de dor exclusivamente na periferia, o que resulta em um alívio eficaz sem os riscos de dependência associados aos opioides, conforme destacado pela empresa em um comunicado oficial.

A FDA concedeu ao fármaco as designações de revisão prioritária, fast-track e inovadora, reconhecendo seu potencial para atender a uma necessidade médica não satisfeita. O medicamento está disponível em comprimidos de 50 mg, com recomendação de uso duas vezes ao dia.

Segundo a Dra. Jacqueline Corrigan-Curay, diretora interina do Centro de Avaliação e Pesquisa de Medicamentos da FDA, a aprovação da suzetrigina marca um avanço significativo na saúde pública, especialmente no manejo da dor aguda. “A introdução de uma nova classe terapêutica não opioide para o tratamento da dor aguda oferece uma alternativa valiosa, reduzindo os riscos associados ao uso de opioides e ampliando as opções terapêuticas para os pacientes. Essa aprovação reflete o compromisso da FDA em promover soluções seguras e eficazes para o controle da dor”, afirmou.

A eficácia e a segurança da suzetrigina foram comprovadas em dois estudos clínicos de fase 3, randomizados, duplo-cegos e controlados por placebo. O primeiro estudo envolveu 303 adultos submetidos a abdominoplastia, enquanto o segundo incluiu 274 pacientes que passaram por bunionectomia. Em ambos os casos, o ibuprofeno foi permitido como medicamento de resgate, se necessário. Os resultados demonstraram uma redução significativa e rápida da dor nos grupos tratados com suzetrigina em comparação ao placebo.

O perfil de segurança do medicamento foi considerado favorável, com efeitos adversos geralmente leves. Entre os mais comuns estão coceira, espasmos musculares, elevação dos níveis de creatina fosfoquinase no sangue e erupções cutâneas. É importante ressaltar que a suzetrigina é contraindicada para uso concomitante com inibidores potentes da enzima CYP3A. Além disso, recomenda-se que os pacientes evitem o consumo de toranja ou derivados durante o tratamento.

O custo do medicamento foi estabelecido em US$ 15,50 por comprimido de 50 mg, conforme informado pela farmacêutica responsável. Essa aprovação representa um marco importante no desenvolvimento de terapias inovadoras para o controle da dor, oferecendo uma alternativa segura e eficaz aos opioides.

Eficácia da Prep na prevenção ao HIV é comprovada por estudo internacional

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A profilaxia pré-exposição (PrEP) tem sido uma estratégia eficiente para prevenir o HIV no Brasil e em outros países da América Latina. Foi o que comprovou um estudo recente publicado na revista The Lancet HIV. A pesquisa revelou bons índices de adesão ao tratamento e acompanhamento terapêutico, mostrando que a PrEP é uma ferramenta essencial na luta contra o vírus, especialmente entre grupos mais vulneráveis, como homens que fazem sexo com homens (HSH), travestis e mulheres trans.

O estudo acompanhou, entre 2018 e 2021, o total de 9.509 pessoas no Brasil, no México e no Peru, sendo 3.928 brasileiros. E os resultados foram promissores: a adesão ao tratamento foi satisfatória e a incidência do HIV diminuiu entre os participantes que mantiveram o uso do medicamento.

Os voluntários eram na maioria de homens gays, bissexuais e HSH (94,3%), enquanto 5,7% eram travestis e mulheres trans. No entanto, o estudo apontou que a adesão foi menor entre jovens e populações mais vulneráveis, que enfrentam mais barreiras para manter o acompanhamento. Nesses grupos, a incidência do HIV foi maior, reforçando a necessidade de estratégias mais acessíveis e personalizadas.

Apesar da eficácia da PrEP, os pesquisadores destacam que fatores sociais e estruturais também precisam ser considerados para ampliar o impacto da prevenção. O acesso à saúde, à informação e às políticas públicas inclusivas são fundamentais para garantir que todos possam se beneficiar da PrEP.

O estudo foi realizado pelo Grupo de Estudos ImPrEP e contou com a colaboração de instituições renomadas, como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Ministério da Saúde do Brasil e a Universidade Peruana Cayetano Heredia. A pesquisa busca fortalecer as políticas de prevenção na América Latina e expandir o acesso à PrEP.

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Todo ano, nos meses de março e abril, acontece a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe. É neste período que o imunizante, produzido pelo Instituto Butantan, é distribuído pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para garantir a proteção da população antes do início do inverno. Afinal, é nos meses mais frios que ocorre a maior circulação do vírus influenza e de outras doenças respiratórias, que só em 2024 causaram quase 80 mil hospitalizações. Para quem deixou de se vacinar na última campanha e acabou se vacinando só recentemente, pode surgir a dúvida: preciso tomar o imunizante de novo na campanha de 2025?
 
A resposta é sim. Tanto quem tomou a vacina normalmente na campanha de 2024, como quem não tomou ou atrasou a dose, deve receber o novo imunizante em 2025. Embora alguns postos de saúde tenham doses sobrando do ano anterior, é necessário tomar também a vacina atualizada que estará disponível nos próximos meses – especialmente se você faz parte dos grupos de risco.
 
A atualização é importante porque o vírus influenza se modifica frequentemente para conseguir “driblar” o sistema imune do hospedeiro e sobreviver por mais tempo. A vacina da campanha de 2025 será composta pelas cepas de influenza A/Victoria (H1N1), A/Croácia (H3N2) e B/Áustria (linhagem Victoria), de acordo com determinação da Organização Mundial da Saúde (OMS). A formulação é reavaliada semestralmente (em fevereiro no Hemisfério Norte e em setembro no Hemisfério Sul) para tentar garantir que os vírus incluídos na vacina correspondam aos vírus em circulação, que têm maior probabilidade de causar epidemias futuras.
 
Em 2024, somente 54,6% do público-alvo das regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste do Brasil compareceu ao posto para receber sua dose, segundo o Ministério da Saúde. Na região Norte, a cobertura ficou ainda mais baixa, atingindo 40%. A taxa recomendada é de pelo menos 90% para controlar a disseminação da influenza e prevenir internações e óbitos.
 
No inverno do ano passado, entre julho e agosto, a incidência de mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) se concentrou entre os idosos e os menores de 2 anos de idade, de acordo com o Boletim InfoGripe. O vírus influenza foi um dos principais responsáveis pelos óbitos. Ao todo, em 2024, foram notificados 5.325 óbitos com positividade para vírus respiratórios, sendo 30% de influenza.
 
Segurança comprovada
 
José Moreira reforça que a vacina contra influenza do Butantan é segura e possui um perfil de benefício-risco altamente favorável em todos os grupos etários e populações especiais. Além disso, é validado internacionalmente, integrando a Lista de Imunizantes Pré-Qualificados da OMS desde 2021. “Nós temos comprovação de que a vacina é segura na população mais vulnerável, por ser uma vacina de vírus inativado, com poucas reações adversas”, afirma. As principais reações são dor, vermelhidão e endurecimento no local da aplicação, que se resolvem em poucos dias.
 
Os resultados de segurança das vacinas de influenza são sólidos e já foram demonstrados mundialmente. Uma revisão sistemática publicada este ano na European Respiratory Review analisou dados dos últimos 20 anos de quase 200 mil pacientes, e mostrou que a vacinação é eficaz na redução de infecções e complicações relacionadas à influenza em crianças menores de 5 anos, indivíduos entre 5 e 65 anos, e idosos com mais de 65. A análise incluiu um total de 119 artigos de 39 países.
 
Vacine-se no tempo certo
 
A campanha de vacinação é planejada para que todas as 80 milhões de pessoas do público-alvo estejam imunizadas antes da chegada do inverno. Em média, cada indivíduo leva duas semanas após a aplicação da dose para atingir uma produção suficiente de anticorpos neutralizantes.
 
A principal complicação da gripe é a pneumonia, responsável pela maioria das internações, de acordo com o Ministério da Saúde. Outros problemas comuns são sinusite, otite, desidratação e piora das doenças crônicas. Manter a vacinação em dia é a única forma de evitar que uma eventual infecção evolua para um quadro mais grave.