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Evento acontece de 11 a 13 de novembro, em Belém, e terá conferências, simpósios, minicursos e debates sobre os principais desafios e inovações da Farmácia

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programação preliminar do IV Congresso Brasileiro de Ciências Farmacêuticas (IV CBCF) já está disponível e confirma a dimensão daquele que será um dos maiores encontros da Farmácia brasileira em 2026. Entre os dias 11 e 13 de novembro, o Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém (PA), receberá farmacêuticos, pesquisadores, docentes, estudantes e gestores de todo o país para três dias de intensa programação científica, atualização profissional e troca de experiências.

A programação preliminar reúne mais de 200 atividades científicas e técnicas ao longo dos três dias de evento. Conferências magnas, mesas-redondas, simpósios, minicursos, palestras silenciosas e apresentações de trabalhos científicos abordarão os temas mais relevantes da Farmácia contemporânea, reunindo especialistas nacionais e internacionais para debater os desafios e as inovações que transformam a profissão.

As atividades estão organizadas em seis eixos temáticos: Inovação Tecnológica, Transformação Digital e Novas Tecnologias em Saúde; Gestão, Empreendedorismo, Negócios e Desenvolvimento Profissional; Saúde Única, Sustentabilidade e Mudanças Climáticas; Relações Institucionais, Políticas Públicas e Sistemas de Saúde; Ciência, Pesquisa, Desenvolvimento e Soberania Tecnológica; e Cuidado em Saúde, Assistência Farmacêutica e Qualidade de Vida.

Ao longo da programação, os participantes poderão acompanhar debates sobre inteligência artificial aplicada à saúde, saúde digital, terapias avançadas, medicina personalizada, assistência farmacêutica, segurança do paciente, análises clínicas, radiofarmácia, oncologia, farmácia clínica, cannabis medicinal, farmácia estética, tricologia clínica, inovação na indústria farmacêutica, gestão de serviços, empreendedorismo, logística farmacêutica, sustentabilidade, mudanças climáticas e o papel do farmacêutico diante das transformações tecnológicas e sociais.

O congresso também contará com minicursos de capacitação, apresentações de trabalhos científicos, espaços voltados à inovação, networking e integração entre pesquisadores, profissionais, estudantes, gestores e representantes de instituições públicas e privadas. A programação contempla diferentes áreas de atuação farmacêutica e foi elaborada para promover a troca de conhecimento e estimular o desenvolvimento científico e profissional da categoria.

Realizado pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF), o IV Congresso Brasileiro de Ciências Farmacêuticas reafirma seu compromisso com a valorização da ciência, da inovação e da qualificação profissional. Nesta edição, o evento terá como tema "Da Amazônia para o mundo: integrando tecnologia, ciência e a prática", destacando a importância da produção científica, da sustentabilidade e da inovação para o fortalecimento da assistência farmacêutica e dos sistemas de saúde.

A programação preliminar está sujeita a atualizações até a realização do congresso e pode ser consultada pelos participantes nos canais oficiais do evento.

Clique aqui e acesse congressocff.com.br/programacao

 

Iniciativa envolve avaliação clínica e análise regulatória para possível incorporação de medicamentos à base de semaglutida no sistema público de saúde

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O Ministério da Saúde avalia a realização de um estudo clínico com cerca de 250 pacientes para investigar a viabilidade do uso de medicamentos conhecidos como “canetas emagrecedoras” no Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta envolve pessoas com obesidade grave e com doenças associadas, como comprometimento cardiovascular, em um contexto de atenção especializada.

Segundo informações do governo federal e de iniciativas em discussão na área técnica, o protocolo deve ser conduzido em um hospital de referência, com foco na análise de segurança, eficácia e impacto clínico dos medicamentos agonistas do GLP-1, classe que inclui substâncias como a semaglutida.

Paralelamente, o governo também discute estratégias para ampliar a capacidade de produção nacional desses medicamentos, hoje amplamente utilizados no tratamento do diabetes tipo 2 e, em alguns casos, da obesidade. A medida busca reduzir dependência externa e ampliar o acesso caso haja eventual incorporação ao SUS.

Atualmente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mantém em análise diferentes pedidos de registro de medicamentos dessa classe, incluindo versões sintéticas e alternativas terapêuticas similares, dentro do processo regulatório habitual para avaliação de segurança e eficácia.

Especialistas destacam que a eventual oferta desses medicamentos na rede pública dependerá de avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que analisa evidências científicas, custo-efetividade e impacto orçamentário antes de qualquer decisão de incorporação.

Por enquanto, não há implementação oficial das chamadas “canetas emagrecedoras” no SUS, mas sim estudos e discussões técnicas em andamento sobre seu possível uso em casos específicos de obesidade grave com alto risco clínico.

Estudo publicado na revista The Lancet mostra que, entre 2020 e 2024, não houve registro de mortes por câncer de colo do útero entre mulheres de 20 a 24 anos no país

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A vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) está ligada a uma redução histórica na mortalidade por câncer de colo do útero na Inglaterra, segundo estudo publicado na revista científica The Lancet, com dados analisados por pesquisadores da Queen Mary University of London e do Cancer Research UK. O levantamento aponta que, entre 2020 e 2024, não foi registrada nenhuma morte pela doença entre mulheres de 20 a 24 anos, um marco inédito desde o início da série histórica.

Os pesquisadores estimam que, desde a implementação do programa de imunização contra o HPV no país, a vacinação já tenha evitado cerca de 200 mortes por câncer de colo do útero. O estudo também indica que, nas coortes vacinadas aos 12 e 13 anos, a proteção contra os tipos de HPV de alto risco levou o risco de morte antes dos 30 anos a níveis considerados extremamente baixos pelos autores.

A análise reforça ainda uma tendência já observada em períodos anteriores. Entre 2015 e 2019, houve uma queda aproximada de 80 por cento nas mortes por câncer de colo do útero entre mulheres jovens de 20 a 24 anos, em comparação com décadas anteriores. Os autores relacionam essa redução diretamente à alta cobertura vacinal no Reino Unido, que chega a cerca de 90 por cento nessa faixa etária de vacinação escolar.

Especialistas envolvidos no estudo destacam que os resultados são um dos mais fortes indicadores já observados do impacto direto da vacina na prevenção de mortes por câncer. Isso porque o HPV é responsável por praticamente todos os casos de câncer de colo do útero, e a imunização impede a infecção pelos principais subtipos oncogênicos do vírus.

Apesar dos resultados expressivos, os pesquisadores reforçam que a vacinação não elimina a necessidade de rastreamento periódico, como o exame citopatológico e testes de HPV, já que nenhum programa de imunização cobre integralmente todos os tipos oncogênicos.

Os autores também destacam que os efeitos completos da vacinação tendem a se tornar ainda mais evidentes nas próximas décadas, à medida que gerações totalmente imunizadas alcancem idades mais altas, tradicionalmente mais associadas ao diagnóstico da doença.