Nosso Telefone

(95) 2030-1800

Atendimento

Seg - Sex 08h-12h e 14h-18h

Farmacêuticos aprovados na etapa teórica podem avançar na capacitação e participar das atividades presenciais; confira o calendário e programe-se!

Image description

O curso Cuidado Farmacêutico à Pessoa com Asma, oferecido gratuitamente pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF), em parceria com os Conselhos Regionais de Farmácia (CRFs), terá novas turmas práticas em diferentes regiões do país nos meses de novembro e dezembro. A iniciativa busca preparar farmacêuticos para atuar no rastreamento de sintomas respiratórios, na orientação sobre o tratamento e no acompanhamento de pessoas com asma.

As vagas das turmas presenciais são destinadas aos farmacêuticos que concluíram e foram aprovados na etapa teórica do curso. Essa é a oportunidade de avançar na formação, desenvolver habilidades clínicas e se preparar para levar esse cuidado à população.

Confira o calendário das próximas turmas:

Da teoria à prática: uma formação em três etapas

O curso é estruturado em três etapas complementares. A primeira é teórica, realizada de forma on-line e autoinstrucional, na plataforma Edufarma. Os participantes têm acesso a conteúdos sobre a asma, controle da doença, tratamentos farmacológicos, uso de dispositivos inalatórios, rastreamento em saúde e educação do paciente.

Na segunda etapa, presencial, os farmacêuticos participam de atividades práticas, simulações e treinamento clínico para desenvolver as competências necessárias ao atendimento da pessoa com asma.

A terceira etapa é vivencial e integra a Campanha Nacional Respira + Brasil, iniciativa do CFF em parceria com os CRFs e a Fundação ProAR. Nessa fase, os profissionais levam os conhecimentos adquiridos para o contato direto com a população, por meio de ações educativas, rastreamento de sintomas respiratórios, avaliação do controle da asma e orientações sobre o uso correto dos medicamentos e dispositivos inalatórios.

Como participar?

Os farmacêuticos que já foram aprovados na etapa teórica devem acessar a plataforma Edufarma, verificar as orientações e realizar a matrícula na etapa prática, conforme a disponibilidade de turmas.

Quem ainda não concluiu a parte teórica também pode avançar na formação: as matrículas permanecem abertas até 31 de dezembro de 2026.

A certificação será concedida após a conclusão das três etapas do curso.

Acesse: https://edufarma.cff.org.br/

Estudo publicado na revista Nature Medicine identificou forte resposta das células de defesa, mas ainda não comprovou que o imunizante reduz o risco de retorno da doença ou aumenta a sobrevida

Image description

Uma vacina experimental contra o câncer de pâncreas apresentou resultados promissores em um estudo clínico de fase 2. O imunizante, chamado camupepimut (ELI-002 7P), estimulou uma resposta do sistema imunológico em 98,9% dos pacientes que receberam a vacina e puderam ser avaliados. Os resultados foram publicados em 23 de outubro de 2026 na revista científica Nature Medicine.

A pesquisa envolveu 144 pessoas com adenocarcinoma ductal pancreático, o tipo mais comum de câncer de pâncreas. Todos os participantes haviam passado por cirurgia para retirada do tumor e quimioterapia, sem apresentar sinais visíveis da doença nos exames de imagem no início do estudo.

Do total, 96 pacientes receberam a vacina e 48 fizeram parte do grupo de controle. Entre os vacinados, 90 puderam ser avaliados quanto à resposta imunológica. Desse grupo, 89 apresentaram aumento da atividade das células T, responsáveis por reconhecer e combater células que apresentam alterações associadas ao câncer.

A camupepimut foi desenvolvida para estimular o organismo a reconhecer sete variantes do gene KRAS, que apresenta mutações em aproximadamente 90% dos casos de adenocarcinoma ductal pancreático. Essas alterações podem favorecer o crescimento e a sobrevivência das células tumorais.

Resultado ainda não comprova eficácia contra a recorrência

Apesar da resposta imunológica expressiva, os pesquisadores não demonstraram uma redução estatisticamente significativa no risco de retorno do câncer na população total estudada. O tempo mediano livre de recorrência foi de 23,8 meses entre os pacientes vacinados e de 21,2 meses no grupo de controle.

Isso significa que a vacina conseguiu ativar mecanismos de defesa do organismo, mas ainda não há comprovação de que esse efeito se traduza em maior sobrevida ou menor recorrência da doença.

Os resultados representam um avanço na investigação de estratégias de imunoterapia contra o câncer de pâncreas, uma doença que apresenta altas taxas de mortalidade e recorrência. Novas pesquisas serão necessárias para determinar se a resposta imunológica observada pode resultar em benefícios clínicos para os pacientes.

Dispositivo de etonogestrel também poderá ser inserido imediatamente após o parto ou o aborto; mudança amplia as possibilidades de planejamento reprodutivo

Image description

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a ampliação de três para cinco anos do período de eficácia contraceptiva do Implanon NXT, implante subdérmico à base de etonogestrel. A decisão permite que as mulheres permaneçam protegidas contra a gravidez por mais tempo, sem necessidade de substituir o dispositivo ao completar três anos de uso.

A mudança foi aprovada em 26 de outubro de 2026, após a análise de evidências científicas que demonstraram a manutenção da eficácia e da segurança do método durante o quarto e o quinto anos. Nos estudos avaliados, não foram registradas gestações nesse período de utilização prolongada.

Outra alteração aprovada pela agência permite a colocação do implante imediatamente após o parto ou a realização de um aborto, inclusive nos casos ocorridos durante o primeiro e o segundo trimestres da gestação. A medida amplia as oportunidades de início da contracepção e pode facilitar o acesso ao planejamento reprodutivo.

Como funciona o implante?

O Implanon NXT é uma pequena haste flexível inserida sob a pele do braço por um profissional habilitado. O dispositivo libera continuamente etonogestrel, um hormônio que impede a ovulação e contribui para evitar a gravidez.

O método apresenta eficácia superior a 99% e está entre as opções contraceptivas reversíveis mais eficazes disponíveis. Sua utilização dispensa a administração diária de medicamentos e não exige procedimentos frequentes para manter a proteção.

Disponibilidade no SUS

O implante de etonogestrel foi incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) em 2025, ampliando as alternativas de contracepção oferecidas na rede pública. A disponibilização ocorre conforme a organização e a implementação do Ministério da Saúde nos serviços de saúde.

A ampliação do período de uso para cinco anos representa uma mudança importante para o planejamento reprodutivo, pois reduz a necessidade de substituição do dispositivo e mantém a proteção contraceptiva por mais tempo.